Proposta Pedagógica

Escola Inteligente

Nossa proposta pedagógica está pautada para formar leitores e escritores competentes fortalecendo o raciocínio lógico. Partindo deste conceito nossa escola deixa de ser somente construtivista como ocorreu no ano passado, por não termos grandes avanços pedagógicos e passa a utilizar o método híbrido de aprendizagem, que consiste na união dos bons fatores metodológicos das duas correntes de aprendizagem: fônica e construtivista.

Segundo Fernando César Capovilla – Ph. D em psicologia pela Temple University of Philadelphia, autor de mais de quarenta livros sobre o ensino e a aprendizagem, o método que o Brasil empregava antes dos anos 80 não era o fônico, mas o alfabético-silábico, baseado no ensino repetitivo de sílabas. Não tem nada a ver com o fônico, que é baseado no ensino dinâmico do código alfabético, ou seja, das relações entre grafemas e fonemas em meio a atividades lúdicas planejadas para levar as crianças a aprender a codificar a fala em escrita, e de volta, a decodificar a escrita no fluxo da fala e do pensamento. O fônico é inteligente, lúdico e nada mecânico, onde procuramos levar as crianças a serem alfabetizadas muito bem, quando passam a ler textos cada vez mais complexos e variados, fortalecendo o raciocínio lógico e a inteligência verbal.

Mas não estamos remando contra a maré. Hoje sabemos que nenhuma criança chega a escola sem saber nada sobre a escrita. Mas os saberes das crianças que vem de famílias usuárias da leitura e da escrita são muito mais avançados do que os saberes das que vem de comunidades pouco escolarizadas. Através do método construtivista refletimos sobre como produzir leitores competentes. Para tanto não deixaremos de aplicar o que mais nos chamou a atenção neste método – o rol de gêneros textuais e a reflexão sobre a escrita através das hipóteses que o nosso Ipê GECC constantemente analisa.

Dentro desse modelo de ensino – híbrido – por misturar o construtivismo com o fônico – enfatizaremos a resolução de problemas, onde o nosso maior desafio é garantir boas situações de aprendizagem. Para isso ao organizar as atividades escolares levamos em consideração alguns pressupostos pedagógicos.

Para a realização das atividades os alunos precisam:

  • Por em jogo tudo o que sabem e pensam sobre o conteúdo que se quer ensinar;
  • Ter problemas a resolver e decisões a tomar em função do que se propõem produzir;
  • Ter a garantia da organização da tarefa pelo professor com a máxima circulação de informação possível;
  • Propostas de atividades onde o conteúdo trabalhado mantém suas características de objeto sócio cultural real, sem se transformar em objeto escolar e vazio de significado social.

Esses pressupostos nos ajudam a não perder de vista um ensino pautado na aprendizagem por resolução de problemas. Para garantir esses pressupostos em nossas atividades escolares adotamos uma organização didática de trabalho, onde contemplamos:

  • Momentos em que todos os alunos realizam a mesma proposta,
  • Momentos em que os alunos realizam tarefas diferentes, individualmente ou em grupo;
  • Momentos em que, diante de uma mesma proposta, realizam tarefas diferentes, individualmente em grupos;
  • Momentos de propostas diversificadas: os grupos têm tarefas diferentes em função de suas necessidades específicas de aprendizagem.

Os agrupamentos são realizados para favorecer a intenção e troca de conhecimentos podendo assim o educando avançar no seu aprendizado.

...É equivocada a expectativa de que o aluno poderá receber qualquer ensinamento que o professor lhe transmita exatamente como ele lhe transmite. O professor é que precisa compreender o caminho de aprendizagem que o aluno está percorrendo naquele momento e, em função disso, identificar as informações e as atividades que permitam a ele avançar do patamar de conhecimentos que já conquistou para outro mais evoluído.

Segundo Telma Weisz – doutora em psicologia da aprendizagem pela USP, em seu livro “O diálogo entre o ensino e aprendizagem”.

Avaliação

Utilizamos esse instrumento para identificar o que os alunos já sabem, ou seja, os conhecimentos prévios, podendo assim construir situações na qual o aluno terá de usar o que já sabe para aprender o que ainda não sabe. Essa avaliação denomina-se Avaliação Formativa, pois é realizada durante todo o processo de aprendizagem. Ela mostra se o trabalho em sala de aula está sendo produtivo e se os alunos estão, realmente, aprendendo com as situações didáticas propostas. Nos fornece subsídios para planejar em função das aprendizagens conquistadas ou não.

Nossos critérios de avaliação são:

  • Participação;
  • Interesse, pois analisamos o grau de interesse que o aluno possuiu a partir do estímulo que professor trabalhou em sala de aula;
  • Atividades de escrita;
  • Atividades de leitura;
  • Pesquisas diárias – intervalo e sala de aula, pois os alunos são orientados a pesquisar os conceitos importantes das músicas trabalhadas na volta para a sala, após o recreio;
  • Lições de casa;
  • Trabalhos em dupla;
  • Trabalhos em grupo;
  • Provas;
  • S.A.R.E.C.I. - bimestral.

Formas de Registros nas Avaliações do Ipê GECC:

Nossos critérios de avaliação são:

  • A forma como se distribui os registros na Educação Infantil, para se caracterizar o aprendizado é percentual, analisando a evolução das questões lúdicas e cognitivas, de 0%, 10%, 20%, 30%, 40%, 50%, 60%, 70%, 80%, 90% ou 100%, de aprendizagem sistêmica.
  • A forma como se distribui os registros do 1º ao 9º anos do Ensino Fundamental e 1ª, 2ª e 3ª séries do Ensino Médio, para se caracterizar o aprendizado é de 0 a 10(zero a dez), com números inteiros, revelando conceito satisfatório a partir de 60% do resultado atingido, ou seja nota igual ou superior a “6”(seis).
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